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Dei por mim no outro dia a falar com o “Filho da sogra”, sobre algum dos muitos “anónimos” que sigo nas redes sociais. Aliás chamemos nomes às coisas: No Instagram! E por alguns segundos ocorreu-me que falava “deles” como se fossem colegas de trabalho e que contava um episódio daquele dia de trabalho. Só que não. Não são colegas de trabalho, são colegas cujos gostos se identificam com os meus: Corrida (“pessoal do run”), ginásio, estilo de vida saudável, etc e depois destes, há os outros…. Figuras públicas, amigos, colegas realmente de trabalho e família.

Mas ESTES (com quem partilho os mesmos gostos) são os que se começam a tornar mais especiais na nossa vida: estranhamos se um não colocou um post num dia, ou se o outro não colocou nenhum fotografia sobre o treino, ou se a outra não colocou a foto da marmita. De repente são quase nossos amigos, sabemos quem é a família deles, o que gostam para além da corrida e aos poucos já lhes conhecemos alguns hábitos.

Em particular com os que correm sinto esta especial afinidade. Grande parte são portugueses, correm por amor e são quem dão mais apoio. Não, não os conheço pessoalmente, ainda, mas são os primeiros a colocar um gosto, um comentário de parabéns ou a fazerem um reforço positivo do treino. Dão conselhos, partilham vitórias e contam as derrotas.

Estes que correm, são pessoas do bem! São próximos de mim como colegas de trabalho e especiais como a vizinha do lado que nos conhece e bate à porta só para nos dar uma fatia de bolo.

Há genuinidade!

As redes sociais, em particular o Instagram, tornou-nos vizinhos… todos do mesmo bairro.

Um dia, talvez consigamos ir todos até à praceta do bairro, onde vamos aquecer juntos, dar pessoalmente uma palavra de incentivo e depois cada um parte para o seu treino.

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