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Manhãs (quase)tranquilas

Não muito diferente de outros dias, tenho a sensação que tenho um filho sem ser mãe.

Daquelas mães que perdem a cabeça com as crias quando estas insistem em ficar na cama, ignorando os afazeres que lhes são obrigatórios. A escola.

Com este filho da minha “sogra” também é mais ou menos isso.

Cumpro religiosamente, todos os dias, a missão de acordar mais cedo – naturalmente sendo mulher, é necessário aprimorar o outfit do dia e claro, não dispenso treinar de manhã se à noite não tiver oportunidade.Este tempo permite-me por momentos estar em paz comigo e com a Olívia.

Aproveito para fazer listas mentais de tarefas para o meu dia e tenho a confiança de que vou chegar cedo ao trabalho para apreciar ainda um café.

Arrumo as marmitas para o almoço, lanche e meio da manhã (se quero comer de forma saudável tenho que preparar tudo com a devida antecedência, ou acabo por cair na tentação de devorar aquela fatia de bolo de chocolate da cafetaria, com 3 dias de vitrine, mas que sabe como uma guloseima que é dada a uma criança).

E começa a minha declamação: “Está na hora!”…. “Acorda”…”Vamos chegar atrasados…” “Preciso chegar a horas…” e o remate final, aquela cartada vitoriosa, o xeque-mate acontece com o “Vais de Táxi…” (precisa de ser dito a gritar para perceberem o quão soberbo esta afirmação pode soar, assemelhando-se ao som estridente de um conjunto de pratos que vai caindo em catadupa na cozinha)

Finalmente, consegui!

Vamos sair de casa.

Ah, falta a carteira. Sobe novamente a casa, espero tranquilamente com os nervos em franja no carro.

Espero mais um pouco.

Desce e mais uma vez sem a carteira. Perdeu pela milésima vez.

Passam 25 minutos da hora definida para sair de casa. Peço-lhe que faça o trajeto (mental) da última vez que utilizou a carteira. Afinal estava ali…no porta-luvas.

Agora sim, podemos seguir.

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