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Café com canela, por favor

Regressar ao trabalho e às rotinas depois de férias ( ainda que muito pequenas) nunca é fácil.

De repente há despertador – e não é para o ginásio. Antes de sair de casa ainda tenho que preparar o pequeno-almoço, meio da manhã, almoço, e lanche (se houver treino à noite ainda uma refeição pré-treino). Não reclamo de o fazer. Reclamo ter de voltar a fazer. Parece que bastam 3 dias (e um fim-de-semana) fora e quando voltamos já não há a mesma agilidade e metodologia na preparação. Os minutos que antes estavam contados de forma matemática agora parecem descoordenados entre um abre e fecha de frigorífico, fecha e abre da porta do armário.

A juntar a isto, o novo plano alimentar da nutricionista. Portanto toca de substituir o pão pelas deliciosas e saborosas bolachas de arroz (com manteiga de amendoim 100% da Prozis, ficam de facto saborosas), fruta a seguir ao almoço por chocolate (85% cacau da Lindt) e mais meia dúzia de coisas que passaram a fazer parte do meu (novo) dia-a-dia.

E podia repetir “de repente há despertador – e não é para o ginásio; Antes de sair de casa ainda tenho que preparar o pequeno-almoço, meio da manhã, almoço e lanche…” Sim repito porque faço esta tarefa a dobrar. Para mim e para o filho da sogra.

Gosto de saber que levo comigo tudo o que vou precisar comer durante o dia. Não cederei à tentação do bar nem às máquinas de vending e jamais passarei 3 horas sem comer. Gosto de saber que naquela marmita vai parte do caminho que tenho feito entre corridas e treinos no ginásio. Como já disse tornou-se uma espécie de Santo Graal que não posso deixar ao acaso.

Felizmente para além de haver luar, há a minha organização e por isso, também felizmente há caixas pelo frigorífico com almoços preparados e enlatados ideias no armário:

  • Peixe + batata doce + legumes – Aquele básico
  • Tofu + legumes salteados – Nunca desilude
  • Ovos cozidos – SOS
  • Sopa – Bem-dita sois vós nos jantares
  • Latas de atum, latas de grão e feijão – Aquele dia de entrar em casa às 22:00 e que a cama chama por mim.

Eu sei que amanhã farei todos os movimentos até sair de casa ao som do ponteiro do relógio, sabendo exactamente que se me atrasar  um minuto apanho o autocarro à porta de casa e terei que seguir atrás dele até à próxima rotunda, sem possibilidade de o ultrapassar. E que dali em diante apanharei quase todos os semáforos vermelhos (que de alguma forma vão dando jeito para comer o pequeno-almoço pelo caminho) e que se isso acontecer, vou chegar precisamente na minha hora de entrar no trabalho e sem tempo para um café com canela.

Talvez amanhã beba o café com canela.

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