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25 de Junho de 2017, Centenário do União Futebol Comércio e Indústria

Às vezes pergunto-me por que raio escolhemos nós esta prova para tentar baixar o tempo dos 10Km. É verão, está calor e pior….tem muitas súbidas. Mas agora não há volta, e não aceito um desafio se não for para o levar até ao fim. Se não for possível no final, não terá sido com certeza porque não tentei…

Há cerca de 2 meses que o nosso colega, amigo e coach Alex nos definiu o plano. Como bom plano que é, pareceu sempre tão fácil que estar a duas semanas da prova não me faria duvidar que fosse capaz. Infelizmente, como em quase tudo, dúvido tanto do que sou capaz de fazer que para não falhar faço mais do que é necessário. Mas desta vez parece (ainda) não ser suficiente… O tempo começa a ser tão escasso,  cansaço acumulado de loucura de vida profissional, pessoal e agora “desportista” que dou por mim a sacrificar as horas de sono para que tudo seja possível.

Esquizofrenia. Sinto-me muitas vezes numa relação esquizofrénica com a corrida. Dá-me alegrias desmedidas num dia e frustrações sem fim no outro. Tenho vontade de correr uma maratona e no outro, de lhe virar costas sem hesitar. As ideias são tão díspares e confusas! E é no meio desta minha loucura, que percebo que este caminho tem sido tão emotivo, que mais que uma preparação física tem sido mental. Tem-me permitido descobrir os meus limites, motivação e resistência. Tem-me ajudado a aceitar as minhas limitações e a respeita-las na devida medida. Tem-me ensinado a valorizar pequenas vitórias e a compreender os meus fracassos.

Mas são eles, os outros corredores menos amadores que eu, que me têm ensinado… mesmo que cada um deles não o saiba. São as trocas de palavras entre treinos ou provas. Sao os comentários pelas redes sociais. São os aplausos e as palavras de incentivo.

O Alex no outro dia dizia “Na maratona, o truque é evitar ao máximo andar. Se tiveres que o fazer, que seja o mais perto possível da meta, caso contrário irás sofrer mais. O teu corpo irá pedir a toda a hora para parar!” Embora a minha preparação não seja para a maratona, sinto que é mais ou menos assim. Basta deixar que um treino menos bom me afecte e com certeza não chegarei preparada (psicologicamente) para aquela prova.

Para já, em contagem decrescente o foco será preparar a mente para disfrutar da prova, da companhia e do ambiente. Serão 10Km de partilha e cumplicidade com o coach e o “filho da sogra”.

Não sei o que irá acontecer naquele dia, mas tenho a certeza que só irei para ser feliz. Pelo menos é este o caminho…

 

 

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