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Treinos, trabalho, avental e confusão…

A minha vida tem se resumido a isso, ou não fosse mais ou menos esse o título do blog. A mãe diz que, “Quem muitos burros quer tocar, algum há-de ficar para trás”, já o filho da sogra insiste que eu invento coisas para fazer. Garanto que não invento nada, portanto tenho que admitir que nos últimos meses tenho vivido, verdadeiramente, no meio de uma récua.

Se há dias que quero parar, outros porém sinto-me abençoada por conseguir, no meio de tantos afazeres, cumprir a que me proponho.

Infelizmente, não tenho conseguido escrever tanto quanto gostaria sobre os dias de confusão da minha vida.

Não satisfeita com o desafio que eu e o filho da sogra tinhamos (e que na verdade julgo que nenhum dos dois se lembra o que era,  mas que nos levou à inscrição no ginásio), agora propusemo-nos a fazer 10Km abaixo dos 50 minutos. Tarefa árdua, mas entusiasmante.

Estamos focados nos treinos. Queremos mais que ninguém, bater este ano o nosso RP e em particular, quero muito que ele consiga. Pela primeira vez vejo paixão pela corrida nos olhos dele. Pela primeira vez eu sinto que não vai correr só para me fazer companhia. Ele gosta disto!!! 🙂

Alguém dizia que, precisamos definir objetivos SMART ao longo da vida, só desta forma conseguiremos atingir a nossa meta final. Talvez tenham sido estes objetivos que o tenham entusiasmado – Uma prova aqui, uma melhoria de tempo ali e talvez uma primeira meia-maratona acolá. Talvez tenha sido todo o apoio e incentivo dos que partilham o mesmo gosto que nós. Em qualquer um dos casos, tenho gostado de assistir a esta transformação.

Não somos pagos para correr, não vamos ganhar nenhum primeiro lugar e dificilmente teremos algum destaque, mas foi isto que me apaixonou na corrida. Não há limites. Somos só nós e a nossa determinação. Percebemos que somos capazes de mais, mesmo que em determinada altura tenhamos duvidado. Por isso, mesmo que já tenha 241 tarefas que me ocupam 28 horas por dia, a corrida terá sempre espaço na minha vida.

Que eu tenha, ao longo destes novos objetivos com o filho da sogra, companheiros de corrida e de vida que nos apoiem, que nos aplaudam e nos ajudem a levantar. Mas no final, o sucesso ou o fracasso só dependerá de nós, naqueles (longos) minutos de prova.

Felizmente ainda não deixei nenhum “burro” para trás, porque este, a corrida, vai na linha da frente.

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